Designs de exibição de arte moderna no Banco Europeu de Investimento

Banque Européenne d'Investissement (BEI), Luxemburgo, projeto de Michael Craig-M
Banque Européenne d'Investissement (BEI), Luxemburgo: projeto de Michael Craig-Martin; foto de Christian Mosar para BEI.


Michael Craig-Martin cria uma pintura e uma escultura fantástica com a superfície sólida DuPont™ Corian® para o Banco Europeu de Investimento.

O influente artista britânico Michael Craig-Martin criou duas obras de arte, em grande escala, para o novo prédio do Banco Europeu de Investimento (BEI), no Luxemburgo, utilizando o material Corian®.

Localizado na área denominada Kirchberg, no Luxemburgo, o Prédio Leste está ligado à sede existente do BEI, ampliando o espaço de trabalho disponível antes para 72.500 metros quadrados.  Discreto, funcional, totalmente transparente e ecologicamente correto, o prédio reflete as prioridades do Banco. O BEI dedica grande parte dos seus recursos a projetos de proteção do meio ambiente, por exemplo, oferecendo apoio para projetos que ajudem a combater o aquecimento global.  

Famoso pelo uso de cores e imagens brilhantes de objetos quotidianos para transformar espaços públicos em obras de arte, Craig-Martin produziu uma “pintura” de 88 metros, chamada "Parade" para a cafetaria; e uma “escultura” colocada no chão do átrio principal do edifício, chamada "One World”. Ambas as instalações exploram as propriedades especiais da superfície sólida DuPont™ Corian®, usando técnicas de incrustação e uma gama de cores vibrantes desenvolvidas especialmente para criar desenhos de linhas complexas numa escala enorme.  

Michael Craig-Martin é, há quatro décadas, uma força motriz da arte contemporânea e é considerado uma influência essencial no surgimento dos “Jovens Artistas Britânicos”. Durante toda a sua carreira, explorou o expressivo potencial de objetos triviais e levou a arte conceitual para espaços públicos de prestígio. O seu último trabalho para o BEI reflete estes dois temas.

“Parade” - O “Parade” é uma instalação de 88 metros de comprimento por 4 metros de altura, que cobre a parede que une o Prédio Oeste mais antigo do banco (projetado por Sir Denys Lasdun, em 1980) ao novo Prédio Leste (projetado pela Ingenhoven Architekten), formando um dos lados do espaço da cafetaria. O maior trabalho já produzido por Craig-Martin, “Parade” é uma coleção de mais de 60 imagens diferentes de objetos quotidianos, de um sapato a um piano, duma bola de futebol a um extintor de incêndio. Essas imagens sobrepostas estão “desenhadas” em 20 cores brilhantes diferentes de DuPont™ Corian®, num plano de fundo de superfície sólida Corian® na cor Cameo White. Muito além de mera decoração, os desenhos têm a finalidade de fazer parte da construção do edifício, transformando e tornando-se parte dos espaços que ocupam.

“Eu tento conceber trabalhos que não pareçam ser simplesmente adicionados ao prédio, mas que sejam envolvidos ou incorporados na arquitetura, de uma forma tão perfeita que seja difícil imaginar o prédio sem eles”, afirma Craig-Martin.  

Alguns materiais foram considerados para a produção de “Parade”, e a decisão de usar a superfície sólida DuPont™ Corian® foi tomada graças à sua perfeita qualidade de integração. Essa característica permitiu que as imagens continuassem ao longo de toda a extensão da obra sem interrupção.  A possibilidade de criar cores especiais personalizadas no material também atraiu Craig-Martin.  

No entanto, ele diz: “No início, não acreditei que seria possível usar marchetaria moderna (embutidos) para criar um trabalho numa escala tão grande.  O resultado é um tributo às habilidades excecionais da Créa Diffusion, uma empresa francesa especializada no fabrico da superfície sólida DuPont™ Corian®. ”A técnica de marchetaria moderna, usada para fabricar o 'Parade', envolveu o uso de equipamentos de CNC (Comando Numérico Computadorizado) para entalhar o contorno das imagens com precisão e depois colar tiras finas de material Corian® nas ranhuras”.

De acordo com Thierry Delles, proprietário da Créa Diffusion, a escala absoluta da instalação era o maior desafio. “A produção de cada seção exigia a união de oito folhas de superfície sólida Corian® numa estrutura, e esses painéis, cada um pesando 650 kg, tinham que ser levados por um guindaste para o prédio da cafetaria”, explica.  

Apesar das dores de cabeça causadas pelo processo de fabrico de três meses, Delles acrescenta: “Foi fascinante descobrir do que Corian® é capaz. Este projeto demonstra perfeitamente que a superfície sólida Corian® é um material verdadeiro, como madeira ou vidro, e estamos extremamente orgulhosos por ter participado na criação deste design”.  Projetado para acompanhar a equipa durante os seus momentos “de folga”, o “Parade” tem imagens da vida fora do mundo do trabalho e dos bancos. Não tem um “ponto de vista” único porque não há lugar do qual possa ser visto inteiramente.  Na verdade, trata-se de um trabalho sobre movimento, mudança e ritmo.

Craig-Martin explica as metas que estabeleceu: “Estava bem consciente sobre o facto de que as pessoas que iriam ver esta obra muito frequentemente seriam os funcionários do Banco e que muitos deles passariam por ela várias vezes ao dia.  Eu queria fazer um trabalho que fosse diferente ao longo de toda a sua extensão, para que todas as vezes que alguém olhasse, houvesse a possibilidade dos seus olhos captarem alguma imagem, algum detalhe ou uma cor que não tivesse percebido antes”.  

“One World” - O átrio do BEI representou um desafio particular para Craig-Martin.  Por um lado, ele afirma, o seu espaço central dramático – onde os funcionários e os visitantes passam diariamente – exigia uma “escultura”. Mas, por outro lado, o espaço do chão precisava permanecer aberto para funções e limpeza de janelas.  

A solução elaborada por Craig-Martin foi uma “Escultura” colocada no chão, deixando esse espaço completamente aberto e visível de cada nível e de cada local do átrio.  “Embora seja enorme e domine visualmente esse espaço complexo, a “One World” é uma escultura que não ocupa espaço”, explica Craig-Martin.  

A “One World” consiste numa imagem do globo terrestre em quatro cores vibrantes (incluindo cores personalizadas e prontamente disponíveis) colocada num piso de carvalho.  Realizada pelo fabricante Rosskopf & Partners, envolveu a incrustação de tiras finas de superfície sólida Corian® na madeira.  A decisão de Craig-Martin de usar o material Corian® para a instalação deveu-se à durabilidade do material e a sua natureza sólida.  “Eu estava interessado em usar a superfície sólida Corian® já há algum tempo, por causa da sua resistência e porque a cor passa por todo o material”, afirma.  “Essas quantidades fizeram da superfície sólida Corian® uma opção óbvia para a “One World”.  Eu não queria uma imagem pintada na superfície do chão, mas queria gravá-la nele, de modo que a superfície ficasse alinhada e, para isso, ela precisava ser tão forte quanto o piso de carvalho”.

O fato de Corian® poder ser feito em praticamente qualquer cor era outro fator importante.  Como queria cores brilhantes e fortes além daquelas prontamente disponíveis, Craig-Martin pediu à DuPont para desenvolver algumas cores inteiramente novas para uso no projeto do BEI.

O tema dos globos era óbvio para o local do projeto no centro do ambiente bancário internacional, embora o simbolismo não fosse o objetivo principal de Craig-Martin ao propor essa imagem.  “Embora o meu trabalho se baseie no uso de imagens representacionalistas facilmente identificáveis, não tenho nenhum interesse no simbolismo ou na narrativa”, ele diz.  “No entanto, há ocasiões em que uma única imagem pode ser considerada num contexto específico para fazer uma referência indireta, porém irresistível. Eu vi o globo como essa imagem, em relação ao trabalho do BEI”.  

A imagem simples e quase infantil consiste em três globos, sobrepostos de uma forma que compartilham uma única esfera, como se as estruturas dos globos estivessem a girar à volta da esfera. Craig-Martin diz: “Espero que a imagem lembre às pessoas de que não importa quantos ‘mundos’ possam haver, de fato, há apenas um mundo que compartilhamos”.  

Craig-Martin dedicou a “One World” ao seu pai, que era um economista do Banco Mundial, o que significou que a comissão do BEI teve um simbolismo e uma fonte de inspiração especiais para o artista.  “Eu achei adequado homenagear toda a dedicação do meu pai a um banco de desenvolvimento através da minha modesta contribuição para uma organização similar”, ele afirma.  

Craig-Martin conclui: “Embora produzidos para o mesmo edifício, estes dois projetos tinham critérios completamente distintos em termos do espaço que ocupariam e da função que executariam: enquanto a “One World” está relacionada ao imediatismo e ao impacto, o “Parade” trata do desdobramento gradual com o tempo.  Ambos demonstram as características especiais de Corian® e as muitas possibilidades que oferece para o trabalho nesta área que liga arte e design“.  

“A maneira como Corian® foi usado nesses projetos demonstra o quão expressivo pode ser em termos artísticos e quanta emoção pode proporcionar a prédios públicos. Estamos felizes em poder colaborar com Michael Craig-Martin neste projeto”, diz Jean-Yves Bach, diretor da unidade DuPont Building Innovations para Europa, Oriente Médio e África.